ed 08/2015 : caiman.de

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[art_5] Brasil: O Rio de Janeiro continua lindo...
... mas com problemas olímpicos

Falta exatamente um ano para o começo dos Jogos Olímpicos de 2016 na cidade maravilhosa. Uma cidade que hoje parece um canteiro de obras espalhadas por todas as regiões da metrópole. Encontramos Mario Moscatelli, biólogo que há anos luta para salvar as águas da cidade, dos rios, lagoas e baías.





Sete anos atrás, Moscatelli nos mostrou a poluição da Baía de Guanabara, apresentando seu esforço para mudar o quadro, plantando mangues e retirando o lixo.

Veja nossa matéria aqui: http://www.caiman.de/12_07/kol_1/index_pt.shtml

Quando o Rio recebeu, em 2009, o direito de sediar os Jogos de 2016, foi feita a promessa de limpar a Baía e de tratar 80% do esgoto jogado nela. Hoje, estima se que tal taxa chega, no máximo, a 50%. Para Moscatelli, a situação não mudou em nada desde 2009, os projetos implementados para limpar as águas foram abandonadas por falta de recursos públicos.



A recuperação da Baía andou para trás, ao invés de avançar, acredita Moscatelli. Como último recurso, o biólogo sugere aos atletas uma vacina forte contra hepatite. Pois não resta mais outra opção.

No final de julho, a agencia de notícias Associated Press revelou uma pesquisa feita em Copacabana, na Lagoa Rodrigo de Freitas e na Baía de Guanabara, mostrando os altos níveis de poluição nas águas cariocas, resultado do grande volume de esgoto jogado aqui sem tratamento nenhum. Os governantes negam qualquer risco para os atletas.



O desfecho deste problema olímpico acontecerá daqui a um ano, em agosto de 2016. Mas a real tragédia atrás desta polémica tende a continuar mesmo depois dos jogos. Se não tem sido possível limpar a Baía antes dos Jogos, qual a chance de conseguir isso depois, quando o mundo já não mais olha para a situação ambiental do Rio?

Texto e fotos: Thomas Milz

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