ed 08/2008 : caiman.de

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[art_2] Brasil: Visita da Patagônia
Pingüins argentinos no Brasil

Eles são a atração absoluta para os brasileiros que chegaram aqui para vê-los: pingüins no meio do inverno quentinho brasileiro. Eles cantam (quiek.mp3: 164 kb), dormem em pé e andam quadradinhamente de lá para cá. E são, principalmente, muito fofos!


"Ao contrario de que todo mundo pensa, a gente não os coloca na geladeira quando chegam aqui. Tentamos esquenta-los." Thiago Muniz é veterinário no zoológico de Niterói e responsável pelo bem-estar dos recém-chegados. Todos os dias, moradores preocupados das praias cariocas entregam caixas cheias de pingüins no zoológico.

Durante as ultimas semanas, mais de 400 pingüins chegaram mortos nas costas brasileiras. E milhares chegam exaustos e quase mortos. É normal, segundo Muniz, que nesta época do ano, os pingüins da Patagônia migram para as costas do sul do Brasil. Mas não é normal que tantos não sobrevivem esta viagem.


As causas principais das mortes são as manchas de petróleo e a alta poluição dos mares. Além disso, as correntezas do Atlântico mudaram, devido às mudanças climáticas, desviando os pingüins até as praias do litoral nordestino brasileiro, nos estados de Alagoas e Bahia. Outro fator é a pesca predatória feita pelo homem, que dificulta a busca pelos alimentos e força os pingüins a se afastarem cada vez mais do litoral em busca de comida.

Com temperatura corporal baixa e completamente exaustos eles chegam nas praias brasileiras. "A primeira medida é tentar esquentá-los até a temperatura normal deles, de 41 graus", explica Muniz. Depois, eles recebem uma sopinha de peixe e medicamentos, batida no liquidificador.


Quando fortes, eles serão transportados num avião das forcas aéreas brasileiras até um centro para animais marítimos em Pelotas, no Rio Grande do Sul, conta a diretora do zoológico Gilselda Candiotto. Lá, ficam mais uns dias até que, finalmente, serão deixados na praia. "A sessenta quilômetros da costa há uma correnteza que leva os pingüins até a Patagônia", explica Candiotto. "Assim, eles estão no caminho seguro para casa."

Texto + Fotos : Thomas Milz

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